POLÍCIA NÃO É LUGAR DE BANDIDO

Quem Sou

BREVE HISTÓRICO DE VIDA:

O Delegado da Polícia Civil, ALEXANDRE NETO (Antônio Teixeira Alexandre Neto), nasceu em 1º de Junho de 1959, na cidade do Rio de Janeiro, no bairro das Laranjeiras, numa maternidade que até hoje existe naquele logradouro. Filho de pai português (oriundo do Peso da Régua, daí possuindo também a nacionalidade portuguêsa), de nome ANTÔNIO TEIXEIRA ALEXANDRE JÚNIOR e de mãe brasileira, natural de Mato Grosso (Cuiabá), de nome ANA DA CONCEIÇÃO MAIOLINO ALEXANDRE, passou sua infância nos bairros de Santa Teresa e Fátima, ambos localizados no centro da cidade. Ingressou no jardim da infância do Externato Irmã Paula, onde permaneceu até o quarto ano primário, tendo feito prova para o Colégio de São Bento com o intuito de cursar a extinta “admissão” (que era uma espécie de preparação para ingressar no curso ginasial). Aprovado, cursou o ginasial inteiro no Colégio de São Bento, tendo se transferido para o Colégio Marista São José (na Tijuca, onde passou a residir em razão da separação de seus pais) para cursar o científico, que foi concluído no estabelecimento de ensino Marista. Em 1978, após terminar o científico, logrou aprovação no chamado vestibular para a Faculdade de Direito da UERJ, tendo se formado em 18.12.82. O resumo de seu curriculum profissional segue abaixo:


1.DATAPREV - operador de máquinas, computador e setor de fitoteca, no período de 17.07.78 a 01.06.87.

2.ESCRITÓRIO MODELO DA UERJ - estagiário monitor responsável pela área de família e sucessões, no período de janeiro de 1980 a dezembro de 1982, com 535 horas de estágio.

3.COMISSÁRIO FISCALIZADOR DA LEI Nº 441/81 - PRISÃO ALBERGUE DOMICILIAR - perante a Vara de Execuções Penais do RJ, no período de 1981 a 1982.

4.ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA LUIZ LEONARDO GOULART E ADVOGADOS ASSOCIADOS - estagiário de Direito/advogado, no período de 01.04.82 a 07.07.85.

5.ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA CARLOS JOURDAN EULÁLIO BRASIL E ADVOGADOS ASSOCIADOS / GOMES E NUNES ADVOGADOS ASSOCIADOS / GOMES E GOMES ADVOGADOS ASSOCIADOS – responsável pela área administrativa e organizacional dos referidos escritórios no período de 06.09.85 a 05.03.01.

6.POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO:

6.1- Ingresso em OUTUBRO DE 1986, mediante concurso público, para o cargo de DETETIVE DE 3ª CLASSE, tendo trabalhado na extinta DIVISÃO DE DEFESA DA VIDA (atual Delegacia de Homicídios) e na DIVISÃO DE FISCALIZAÇÃO DE ARMAS E EXPLOSIVOS (DFAE), sendo promovido e exonerado a pedido como DETETIVE DE 2ª CLASSE.

6.2- Aprovado, mediante concurso público, para o cargo de DELEGADO DE POLÍCIA DE 3ª CLASSE, tendo sido nomeado em 12.05.94. Trabalhou em diversas delegacias de polícia da capital (grande Rio), tais como: 25ª DP, 30ª DP, 5ª DP, 27ª DP, 1ª DP( até 06.02.95).

CENTRO DE INTELIGÊNCIA E SEGURANÇA PÚBLICA (CISP) – trabalhou como analista na área de seqüestros no perìodo de 07.02.95 a 03.07.95.

D.A.S.(DIVISÃO ANTI-SEQÜESTRO) – trabalhou como diretor, tendo substituído o então Delegado de Polícia HÉLIO LUZ, sendo encarregado de reorganizar e reoperacionalizar o órgão com vistas a otimizar os recursos e criar novas rotinas e metodologias de investigação, com padronização das interceptações telefônicas e outras medidas cautelares, além do gerenciamento e orientação policial no controle de negociações e pedido de resgate, bem como a localização e busca de reféns em cativeiro, tendo em sua equipe os delegados de polícia Vinícius George, Cley Catão, Fernando Moraes, Manuel Paredes, Cláudio Vieira, Rodolfo Waldeck, Herald Spíndola, Zaqueu Teixeira e Cláudio Saroldi, surgindo de tal trabalho embrionário a atual estruturação da DELEGACIA ANTI-SEQÜESTRO – D.A.S., tendo permanecido em tal órgão no período de 03.07.95 a 07.11.95, quando foi promovido a DELEGADO DE POLÍCIA DE 2ª CLASSE.

Trabalhou em outras Delegacias de Polícia, tais como: 18ª DP, 13ª DP, 12ª DP, 15ª DP, 60ª DP, 105ª DP, 126ª DP, 12ª DP, 14ª DP, 64ª DP e DRACO-IE.

Em 19.01.2001 foi colocado à disposição da CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO, para atuar como assessor do Vereador Gérson Bergher, onde permaneceu até 24.07.2002, quando então retornou para a Polícia Civil, sendo designado para a DELEGACIA DE DEFRAUDAÇÕES e, posteriormente, para a COORDENADORIA DE POLÍCIA DA CAPITAL. Em 20.03.2003 veio a ser lotado na DELEGACIA DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE (DPMA), vindo a ser lotado, sucessivamente, na 14ª DP, 13ª DP, 74ª DP, 37ª DP e, posteriormente, em 03.02.2004, voltou a trabalhar na D.A.S., onde permaneceu trabalhando mesmo após sofrer um atentado contra a sua vida no dia 03.09.07, tendo sido transferido para o D.G.A.F. em 26.05.08, encontrando-se de licença médica para tratamento de saúde, haja vista ter perdido o dedo médio da mão direita no citado atentado.

Em 31.03.2010 foi promovido a DELEGADO DE POLÍCIA DE 1ª CLASSE, por ato de bravura, ainda encontrando-se de licença médica em virtude do atentado sofrido em setembro de 2007.

 

ENTREVISTA À QUEIMA ROUPA:

Paulo Cezar Soares

A paixão pela profissão de policial e a consciência crítica da sua responsabilidade social, sempre nortearam o trabalho do delegado Alexandre Neto, da Divisão Anti-Sequestro (DAS). Carioca, 51 anos, ganhou notoriedade ao escrever artigos para os jornais, apontando irregularidades na instituição, nos governos de Anthony Garotinho e da sua esposa Rosinha. Durante sua luta em não compactuar com os desvios de conduta dos maus policiais, tentaram silenciá-lo. Sofreu um atentado em setembro de 2007, na frente da residência, em Copacabana, Zona Sul do Rio. Vários tiros foram disparados na direção do seu carro, por ocupantes de um outro veículo. Ferido, foi levado para o hospital Quinta D'Or, localizado no bairro de São Cristóvão, Zona Norte da cidade, onde foi operado para reconstituição de um dedo da mão direita, destruído pelos disparos. Licenciado do trabalho e ainda fazendo fisioterapia na mão atingida, anda com seguranças e de carro blindado, cedido pelo Ministério Público Federal.

A banda podre da polícia estava sendo investigada pela Polícia Federal e, em dezembro de 2006, duas operações foram deflagradas. Expedidos mais de 40 mandados de prisão contra a máfia dos caça-níqueis, o nome de Álvaro Lins – na época, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro – fazia parte dos envolvidos, além de quatro inspetores, homens de confiança de Lins, chamados de "inhos", pois usavam seus nomes sempre no diminutivo. (Rogério Augusto de Brito, Jorge Luiz Fernandes, Fábio Menezes de Leão e Hélio Machado da Conceição)

O grupo foi acusado de vender segurança para duas quadrilhas dos caça-níqueis, chefiadas por Fernando Ignácio e Rogério Andrade, genro e sobrinho do bicheiro Castor de Andrade, morto em 1977. Com autorização da Justiça, os envolvidos tiveram seus telefones grampeados ao longo de sete meses. A ação da Polícia Federal ocorreu no dia da diplomação de Álvaro Lins como deputado estadual. Seu mandato durou pouco: foi cassado por "quebra de decoro". Acabou sendo preso e expulso da polícia.

O trabalho da Polícia Federal teve uma ajuda fundamental, quando o delegado Alexandre Neto foi chamado para auxiliar na busca de informações. "Aceleramos algumas coisas que eles não entendiam muito bem", ressalta. (Obs: na época todos os envolvidos foram presos, mas já estão soltos)

Nesta entrevista exclusiva para o À Queima Roupa, realizada em um escritório no centro da cidade, Alexandre Neto conta detalhes da sua luta por uma polícia não corrupta, afirma que Garotinho usa a Palavra de Deus para fins políticos e critica a política de segurança do governador Sérgio Cabral. Sua intrepidez continua a mesma. Confira.

Os responsáveis pelo atentado que o senhor sofreu, já foram identificados e presos?

Um sargento da PM, que teve um entrevero comigo (em Copacabana) na Zona Sul, ele está envolvido. Porque o carro utilizado no atentado contra mim, é dele. Quanto a isso, ninguém tem dúvida. Ele tem que dizer para quem emprestou o carro, pois sabe quem praticou o atentado. Não sei como ainda está vivo. Já era para estar morto. Quem fez sabe que ele é uma caguetação ambulante, entendeu? Não vou fazer nada contra ele, não. Alguém vai fazer. Porque ele sabe quem fez. Então ele foi preso, agora está solto. Daquele evento de Copacabana ele foi o único punido com advertência. Dá para acreditar?

Qual foi o fato que o levou a denunciar o esquema de corrupção na Polícia Civil, na época em que Álvaro Lins a comandava?

Não sou denuncista. Não denunciei nada. Não denunciei o Álvaro Lins diretamente. Escrevi no jornal relatando o que acontecia na polícia. São mais de 10 artigos. Aí, o que aconteceu? A Polícia Federal já estava fazendo um trabalho, e, como eles sabiam que eu sabia de muita coisa, obviamente me encontrei com o pessoal da inteligência e aceleramos algumas coisas que eles não entendiam muito bem. Aí, posso dizer que ajudei, com muita tranquilidade. E faria tudo de novo. Você não vai acabar com a corrupção, na Polícia, na Justiça, no Ministério Público. Ela existe em todos os lugares. Mas não posso admitir que a minha instituição vire uma sucursal do crime. E o que o Álvaro Lins fez, foi isso. A principal agência do crime foi criada por ele e pelos "inhos," Toda corrupção que você vê na polícia é reflexo, acentuadíssimo, do que ele deixou de herança.

'Para limpar a bandidagem, tem que tirar os bandidos da polícia'

O senhor foi um crítico feroz do governo do Garotinho e sua esposa Rosinha. Na época, sofreu represálias?

Posso dizer que não respondi a nenhuma sindicância pelos artigos que escrevi. Tenho um histórico de escrever. Quando tentaram me punir, usei a liberdade de expressão como defesa. O que eu falava, provava. Caberia a quem foi atingido pelo artigo, me processar. Nunca fui processado por nenhum deles. Ficaram quietos. Tacitamente admitiram que tudo era verdade. O Álvaro Lins foi um deles. E o único processo que ele moveu contra mim, foi depois de eu ter sido baleado, pois afirmei que ele era um dos suspeitos. O relatório da Polícia Federal dizia isso. (O processo foi julgado improcedente em todas as instâncias).

Garotinho será – ao que tudo indica – um dos candidatos ao governo do Estado nas próximas eleições. Caso vença, o senhor não tem medo de que ele possa prejudicá-lo?

Não tenho medo do Garotinho. Tenho medo de que ele possa arrumar um chefe de polícia pior do que o Álvaro Lins. Pessoas próximas a ele disseram que o Álvaro foi um oficial (Álvaro Lins foi da PM) cujo nome constava da lista do jogo. Garotinho tinha obrigação de saber disso. Ele foi também secretário de Segurança. Não acredito que ele ganhe o governo do Estado. Quem tiver consciência do voto não vai votar nele. Ele usa a palavra de Deus para enganar os humildes, que precisam realmente acreditar em um político para melhorar um pouco de vida. Garotinho insiste nesse populismo tupiniquim cristão. Não tem personalidade política.

A questão dos caça-níqueis virou uma praga no Rio. Após a prisão do sobrinho e genro do Castor de Andrade, qual tem sido agora a base de sustentação, já que as maquininhas continuam sendo utilizadas?

Corrupção. Todo mês chega o dinheirinho do bicho na delegacia de polícia. Todo mundo sabe disso. Qual é o investimento que se dá para o Rio de Janeiro, em termos de estrutura policial? Você acha que o policial que ganha pouco vai trabalhar sério? Ah! Mas isso não se justifica. Pode até não se justificar. Mas é um grande incentivo para a sacanagem.

Em relação à política de segurança do governo estadual, qual a sua opinião?

Não tem política de segurança nenhuma. O confronto puro e simples não vai resolver. A polícia tem que investir nas corregedorias. Para você limpar a bandidagem, primeiro tem que tirar os bandidos da polícia. Senão o bandido da rua acha graça. Ele diz: nós temos aliado lá; está tranquilo. Tem que investir pesado nas corregedorias. Defendo uma modificação de estrutura nas duas polícias. O secretário, ou o governador, eles teriam que nomear um comandante geral e um corregedor geral, com o mesmo status. Um chefe de polícia e um corregedor com o mesmo status. De modo que o corregedor não fosse colocado pelo comandante, mas sim pelo secretário. A mesma coisa na Polícia Civil. O corregedor não tem que avisar nada para o chefe de polícia o que ele vai fazer. E tem que contar com uma estrutura à disposição, com homens, viaturas e equipamentos.

Falta vontade política ou competência para acabar com o tráfico de drogas no Rio de Janeiro?

Vontade política é reconhecer os bons policiais e remunerá-los condignamente. Para fazer isso, tem que botar os bandidos para fora. Qual é a vontade política, se as corregedorias são fracas? É muito grave. Faltam as duas coisas: competência e vontade política.

Qual a sua opinião a respeito da escolha do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016?

Talvez seja a última chance que a América Latina tenha para provar que tem competência para fazer alguma coisa. Mas vejo com muita cautela isso. Não vai ter legado nenhum. Vão entupir isso aqui com Exército, Marinha, Aeronáutica e Força Nacional de Segurança, que é uma ilegalidade, uma inconstitucionalidade. Os órgãos de segurança pública estão totalmente elencados no artigo 144 da Constituição Federal. Você só pode criar aquilo que a Constituição prevê como órgão de segurança. Quando você cria, por meio de uma lei à parte, um órgão de segurança que não está na Constituição, está criando uma polícia de exceção – uma SS. (Organização paramilitar ligada ao partido nazista alemão. Comandou os campos de concentração e extermínio nos países ocupados).



VEIA POÉTICA HERDADA DA MÃE, A POETISA, JORNALISTA E ASSISTENTE SOCIAL ANA MAIOLINO

VIDA DE POVO

A vida é pobre,
a vida é triste,
para o povo humilde
que ainda persiste,
em levar a vida
sempre em riste.

Não sei se choro,
ou me concilio,
ao ver um velho
ou um guri vadio,
passando a mesma fome
e sentindo o mesmo frio.

O que posso fazer,
como homem ou autoridade,
diante dessa realidade,
se tudo na vida,
à luz da lei,
não passa de fatalidade?

E o mundo prossegue...
sempre bipartido,
entre os beneficiados e os excluídos,
onde aos predestinados resta o perdão,
e aos sem destino, irremidos,
a simples pecha de bandidos.

Talvez um dia
eu compreenda,
que para cada um de nós
exista uma senda,
onde uns enxergam a vida
e outros a tem sob uma venda.

Alexandre Neto
Rio, 30.04.99


BRAVO

BRAVURA não é ato,
mas sim reflexo de compaixão
onde o herói, no anonimato,
troca a vida e empresta a alma
movido pelo coração.



BRAVURA é também valentia,
onde o ímpeto sobreleva a candura
e a coragem vence a apatia,
fazendo o instinto animal da sobrevida
prevalecer sem perder a ternura.



BRAVURA é enfim poesia...
e tal qual brota do homem comum,
pouco importa a hora do dia,
mas que faz daquele que ousa,
renascer ou morrer sem temor algum.


Alexandre Neto
Rio,19.10.00

 

COLEGA DE TURMA

Ser colega de Turma é ter nas veias
O plasma de um só sangue em muitas raças!
É tecer fio a fio sublimes teias,
É sorver mel e fel em mesmas taças.

É trilhar solidário errantes passos,
Fundir angústias e sonhos vivenciais,
Repartir quer sucessos quer fracassos,
Conviver mil momentos especiais...

Ser colega de Turma é ser parceiro,
Ser irmão, ser amigo e companheiro,
Ungido de um amor que nada nega,
Tal mãe e filho que ao carinho se apega...

É chegar até o céu ou dar no inferno,
E escutar de lá de dentro, em tom fraterno:
“Hei Turma, deixa entrar...
Esse é colega, esse é eterno!”

Alexandre Neto
Dez. 2003
 

 

DINDO,

não consigo ver Itatiaia sem ti,
pois tua imagem me traz de volta os tempos de criança,
que o passar dos anos e a própria vida,
por mais apressada, agitada e vivida,
não apagou da memória tão agradável lembrança.

DINDO,

queria te ver avô de novo,
quem sabe até padrinho outra vez,
pois de suas broncas e pitos tenho saudade,
que mesmo agora, em plena mocidade,
gostaria de ouvi-los novamente, brindando contigo o bem que me fez.
DINDO,

não vais para lugar algum,
onde eu não possa mais te ver,
pois a distância nunca nos separou,
nem o próprio tempo sequer logrou,
tentar me fazer te esquecer.
DINDO,

apesar de tudo, ainda não sei para onde vais,
mas tenho certeza que serás bem vindo,
pois fostes bom pai, bom padrinho, bom marido;
para muitos, bem mais que amigo,
para mim, serás sempre meu inesquecível tio e saudoso DINDO.

Alexandre Neto

Rio,08/08/91
 

 

PAPAI DO CÉU


Papai do Céu me fez perfeito,
Tal qual o Menino Jesus,
Mas a covardia dos homens
Me trouxe uma chaga da cruz.


Papai do Céu me quis perfeito,
Igual a seu filho Jesus,
Pois mesmo na hora da morte,
Brindou-me com um banho de luz.


Luz dos céus que todos enxergam,
Mas que só a fé nos faz ver e sentir,
Pois mesmo diante da dor e da perda,
Um dom maior nos faz persistir.


Papai do Céu me deixou perfeito,
De mão talhada com marcas sagradas,
Esculpidas por um anjo de branco,
Com duas mãos santificadas.

Rio de Janeiro, 23.11.07
Em homenagem ao Dr. José Maurício de Morais Carmo

Alexandre Neto
 

PASSÁRO AMIGO

Conheço o bater de suas asas...
Fortes golpes que ressoam no ar,
Guiando sua negra sombra,
Que tudo faz tremular.

Sinto denso vendaval...
Tal qual tempestade ou tufão.
Voando vejo o pássaro amigo,
Águia de nossa salvação.

Salva vidas ou traz a morte...
Esperança de bravos irmãos,
Que no embate entre a lei e o crime
Não esmorecem na audaz missão.

Missão de respeito à lei e à ordem,
Que dos céus surge como benção do Criador,
Protegendo e servindo a sociedade,
Fustigando e combatendo o malfeitor.

És sempre Águia protetora,
Que voa em sua tripulação,
De braços firmes e olhar ladino,
Policiais alados de prontidão.


                            Homenagem do Delpol Alexandre             
    Neto à equipe aeropolicial da
                             PCERJ, em 29.03.07.
 

 
 
 
 
 
 

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alexandreneto_: Acho que vou ficar no PR mesmo... to cansado de um monte de coisa ruim...
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