POLÍCIA NÃO É LUGAR DE BANDIDO

NOTÍCIAS ALEXANDRE NETO

 

Acusações do super delegado de polícia Alexandre Neto

12 de junho de 2010 às 01h25

Esse texto, segundo a jornalista Roberta Trindade, é do Super Del Pol Alexandre Neto. Engraçado como não vejo em nenhum momento ele acusando Policiais Militares de nada. Na verdade, ele só acusa integrantes de sua própria casa.

Ahhhh... Mas esqueci!!! Jogar a culpa no miserável do PM é sempre mais fácil.

Retirado do Blog Pauta do Dia

“UOMINI D’ONORE"
Os diálogos obtidos a partir das investigações da Polícia Federal ao chamado grupo dos “INHOS” dão a dimensão do envolvimento destes com o ex-chefe de Polícia e a verdadeira noção da teia interinstitucional que se formou a partir de tal perigosa ligação, que alcançou os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além do próprio Ministério Público, desnudando ainda o próprio perfil da inspetora de polícia - e atual deputada federal - que diz ter prendido os maiores marginais do Rio de Janeiro durante os governos da família Garotinho.

Não foi à toa que ela foi escolhida, a dedo, por Álvaro Lins para ocupar cargos estratégicos e importantes da Polícia Civil Fluminense. Foi a primeira inspetora a ocupar a chefia do CINPOL (Centro de inteligência da Polícia Civil), em detrimento de uma autoridade policial. Para ela não valia a chamada “Lei da Mordaça”. Tinha autorização para dar entrevistas e enaltecer os feitos da administração de seu ex-chefe, a quem passou a dever sua notoriedade nos meios de comunicação. Daí sua indignação ao dossiê sobre seus amigos “INHOS” e aos artigos publicados no “O GLOBO” pelo ora subscritor, que sempre davam conta do desastre da política populista implantada pelo governo Garotinho na área da segurança pública, cujos reflexos são suportados pela sociedade e pelo atual governo. As grandes “canas” que a inspetora diz ter patrocinado não resolveram o problema de nosso estado. Mas certamente resolveram o seu, pois hoje ela é deputada federal e abandonou “sua equipe” de policiais à própria sorte em uma delegacia no interior do estado, “deixando-os na pista”.

O teor das escutas telefônicas procedidas pela Polícia Federal vieram demonstrar a inoperância dos órgãos de inteligência estadual, que nada sabiam sobre o que acontecia dentro de sua própria casa, além do que comprovam que o verdadeiro crime organizado não está nas favelas, mas sim nos gabinetes do próprio Poder Público, onde aqueles que deveriam respeitar a lei são os primeiros a descumpri-la em proveito próprio e de suas camarilhas.

Pelo conjunto da obra, a função dela, durante a passagem pelo CINPOL, certamente foi a de prender os bandidos de fora e manter soltos os delinqüentes de dentro da Polícia. Aliás, a prova disso eram as visitas quase que diárias aos “INHOS” na carceragem da DAS após a prisão dos mesmos pela Polícia Federal. A inspetora de polícia, que ora está na condição de deputada federal e pensa encontrar-se acima da lei, vai ter que torcer muito para que nada aconteça àquele que foi alvo de seus desastrosos comentários, até porque dentro da Polícia aqueles que não se submetem aos acordos espúrios e à subserviência que vem de cima realmente “não valem nada” mesmo. Os que prestam são aqueles que manifestam sua profunda amizade a quadrilheiros e usam linguajar subalterno, análogo ao de marginais. O círculo confessado de amizades da deputada federal e a sua postura de pessoa pública é de dar inveja aos seus colegas parlamentares.

A má remuneração das polícias é proposital e visa a coloca-las sob o jugo dos políticos, que não querem uma lei orgânica para livra-las daqueles que delas se utilizam para alcançar cargos públicos e ficarem imunes da Justiça graças ao chamado foro privilegiado. Numa verdadeira democracia, os políticos e agentes públicos, quando flagrados em crimes contra o erário e demais agentes, deveriam ser apenados em dobro, assim como os marginais e os próprios servidores que ousassem atentar contra a vida de tais agentes.

A situação é de extrema gravidade, pois a Inspetora Marina Magessi foi flagrada antes de ser deputada federal diplomada. Não cometeu crime de opinião em razão de cargo político, mas sim transgressão disciplinar passível de demissão e crimes comuns que atentam contra a ordem pública, a honra e a própria vida de um superior hierárquico, onde um dos interlocutores se encontra preso e denunciado pelo Ministério Público Federal por formação de quadrilha e corrupção passiva, daí resultando o perigo concreto contra a vida da pessoa indicada no diálogo captado licitamente. A inspetora era uma esperança de representatividade da classe policial civil no Congresso Nacional, mas hoje não passa de mais uma defensora do maior esquema de corrupção já visto na polícia fluminense. É uma pena… mas a história nos ensina que os covardes apenas têm vontade, porém precisam dos corajosos para torna-la realidade.

Alexandre Neto - Delegado de Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Rio de Janeiro, 13 de Abril de 2007.


Fonte: Blog Luiz Alexandre- Capitão de Polícia Militar

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alexandreneto_: Acho que vou ficar no PR mesmo... to cansado de um monte de coisa ruim...
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