POLÍCIA NÃO É LUGAR DE BANDIDO

NOTÍCIAS ALEXANDRE NETO

    Policial honesto que resolveu denunciar crimes praticados pela chamada "banda podre"da Polícia Civil  Mão do delegado, após ser atingida pelos disparos de pistola calibre 380.  Um dedo foi amputado, mas faltam nove para ele continuar a denunciar os Dons Corleones da PCERJ.    Alexandre Neto também sofreu traumas na região do tórax e braço direito.   A intenção dos criminosos era somente executar.  O Gol em que estava o delegado Alexandre Neto mostra o desfecho que seria naquele dia.  A ordem era EXECUTAR o denunciante dos esquemas  Esse grupo seria comandado pelo ex-chefe de Polícia e atual deputado, Álvaro Lins.  Marina Magessi"Tiro nos côrnos" teria sugerido a um dos policiais civis a atirar contra Neto.   

Vida na Caserna - A vida por um dedo

11 de junho de 2010 às 12h09

O delegado Alexandre Neto, da Divisão Anti-Seqüestro carioca (DAS/RJ) , escapou por pouco, muito pouco. E há quem diga que os nove disparos que o atingiram foi de raspão. O policial já teve alta, mas deverá sofrer seqüelas permanentes. Ele precisou ser amputado e perdeu o dedo médio direito – considerado pelos desafetos como “duro”, até demais. Neto ainda passou por uma cirurgia reparadora, devido aos dois dedos da mão direita estavam gravemente mutilados com dois tiros de pistola calibre 380. Os suspeitos são figuras conhecidas na área policial. O processo que apura as denúncias corre em segredo de Justiça e está sendo acompanhada pela Polícia Federal. Alexandre Neto é só mais um policial honesto que resolveu denunciar crimes praticados pela chamada "banda podre" da Polícia Civil carioca. Salvo da morte, por milagre, ele teria garantido que a "guerra" contra os "Dons Coleones" da PCERJ está só começando.

O atentado ocorreu no domingo do dia 2 de setembro, na frente de casa, do policial, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Durante a tentativa de homicídio, muitos tiros foram efetuados contra Alexandre, quando o mesmo já se encontrava no interior do veículo. A vítima foi alvejada no tórax, braço e dedos da mão direita. Socorrido por um vizinho, o delegado foi levado às pressas para o hospital. Testemunhas já prestaram informações importantes que podem levar à Polícia Federal aos verdadeiros mandantes dessa tentativa de homicídio. Segundo informações da própria polícia, a "banda podre" tenta impor a lei da mordaça e que para isso, não hesitaria em executar qualquer um que viesse a denunciar os "esquemas" do grupo.

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As investigações estão sendo conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Polícia Federal. Várias pessoas foram ouvidas, principalmente policiais militares e civis, mas até o momento não se sabe que teria encomendado a morte do delegado. Com a recente apresentação do sargento PM, Márcio de Souza Barbosa - um dos suspeitos de ter atirado contra Alexandre – as investigações deverão chegar ao mandante do crime. O sargento se entregou no próprio Batalhão e teria disponibilizado um veículo e armas, provavelmente utilizados no atentado e que serão entregues à perícia.

serviço Disque-Denúncia anunciou o pagamento de recompensa de R$ 2.000 para quem auxiliar a polícia a identificar os autores do ataque ao delegado. Seriam dois ou três homens, que chegaram ao local em um carro escuro. As gravações de câmeras externas de dois prédios da rua aonde o delegado Alexandre foi atingido já estão sendo periciadas na Delegacia de Homicídios. Para os investigadores, os atiradores seriam policiais militares. Uma das armas usadas no atentado foi uma pistola calibre 380, usada pela PM. Além disso, o modus operandi dos criminosos se assemelha a episódios em que ocorreram assassinatos praticados por PMs. Um grupo de policiais militares do batalhão de Copacabana está sendo investigado. Eles teriam se envolvido numa discussão com Alexandre Neto, em 2006, depois que o delegado foi repreendido por ter estacionado em local proibido.

São muitas vertentes que estão sendo investigadas, simultaneamente. A primeira corresponde a um grupo de policiais civis conhecidos por "inhos" - presos pela PF sob acusação de envolvimento com bicheiros. Esse grupo seria comandado pelo ex-chefe de Polícia e atual deputado, Álvaro Lins (foto no mural ao lado), que, nega envolvimento no crime contra o delegado Alexandre Neto e pede apuração por parte da polícia. Alexandre Netto é delegado adjunto da Divisão Anti-Seqüestro (DAS) e autor de um dossiê sobre atividades ilegais de um grupo de policiais cariocas ligados a Álvaro Lins e à máfia dos caça-níqueis. O dossiê teria sido entregue à Polícia Federal em outubro do ano passado.

"Tiro nos côrnos"

Outra figura bastante conhecida na Polícia Civil carioca também seria suspeita do atentado. Trata-se da ex-inspetora da Polícia Civil carioca e atual deputada federal (PPS-RJ), Marina Magessi. Segundo gravações telefônicas, que estão em poder da Polícia Federal, Marina Magessi (foto no mural ao lado) teria sugerido a um dos policiais civis a atirar contra Alexandre Neto. Ela foi denunciada pelo próprio delegado e suposta vítima.

De acordo com a polícia, em abril deste ano, Maggessi, que está licenciada das funções policiais, teria avisado que um delegado deveria ser alvo de "um monte de tiros nos côrnos". Magessi conversava com um inspetor da polícia acusado de envolvimento com a máfia de caça-níqueis. A deputada aponta Alexandre Neto como o responsável pelo vazamento de informações sobre as investigações da Polícia Federal em relação ao grupo de policiais supostamente envolvidos com a máfia de caça-níqueis. A ex-inspetora disse que as declarações que fez sobre o delegado foram "força de expressão" e que ela o respeita como policial.

Ainda estão sendo apuradas as denúncias que o delegado teria feito contra o ex-diretor do Instituto Médico Legal (IML), Roger Ancilloti, que estaria trabalhando irregularmente na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Saúde Pública (DRCCSP). Os esquemas seriam estarrecedores, envolvendo até mesmo funerárias. As denúncias envolvem fraudes na Previdência Social com pessoas que já vieram a óbito, desvios de verbas federais para a reforma do IML Afrânio Peixoto e etc.


Fonte: Blog Vida na Caserna

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alexandreneto_: Acho que vou ficar no PR mesmo... to cansado de um monte de coisa ruim...
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